A imagem do comboio blindado percorrendo as avenidas de Brasília nesta sexta-feira, 23 de janeiro, simbolizou para muitos o fim de uma era. Jair Bolsonaro, o homem que liderou a direita brasileira, foi formalmente encarcerado no Batalhão da Polícia Militar, dentro do complexo da Papuda.
A transferência ocorreu poucas horas depois de os médicos do Hospital das Forças Armadas lhe terem dado alta, após terem determinado que a lesão sofrida na semana passada não era grave. O tribunal foi categórico: não há razões médicas para lhe conceder prisão domiciliar, um benefício que a sua defesa tem solicitado incansavelmente, alegando "perseguição política".
A cela de Bolsonaro, embora isolada por razões de segurança pessoal, está localizada em uma área destinada a ex-funcionários e autoridades, o que lhe confere certas garantias de segurança física. No entanto, as medidas de segurança são absolutas. O governo Lula, por meio do Ministério da Justiça, insiste que o tratamento dado ao ex-presidente deve ser estritamente o mesmo que o de qualquer outro cidadão sob custódia do Estado.Enquanto seus apoiadores mais radicais convocam vigílias em frente à prisão, o espectro político brasileiro observa com cautela como essa prisão afetará as projeções para as eleições regionais ainda este ano.